Comportamento em redes sociais é parecido com o da vida real, diz estudo

Do G1, em São Paulo

Comportamento em redes sociais é parecido com o da vida real, diz estudo Pesquisa de Harvard, ainda em andamento, analisou uso do Facebook.
Análise indica que popularidade e timidez se mantêm nos dois ambientes.
Pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram que o perfil dos internautas nas redes sociais é bastante parecido com o de suas vidas fora do ambiente virtual. Ou seja: se alguém é popular na universidade, é provável que essa pessoa também tenha muitos amigos no Facebook, MySpace ou Orkut. E se ela é tímida nas ruas, o mesmo comportamento será repetido nos sites de relacionamento.

As conclusões foram divulgadas recentemente pelo jornal espanhol “El País”, que teve acesso à primeira parte completa do estudo. Ainda em andamento, a pesquisa “Tastes, Ties and Time” — restrita somente ao uso do Facebook — teve início em 2006 e será realizada até o segundo semestre de 2009. Os quatro anos referem-se ao tempo do curso de graduação em uma instituição de ensino nos EUA, que não teve seu nome divulgado, onde 1.640 estudantes já participaram da pesquisa.
Estudou analisou uso do Facebook, para saber como internautas se comportam em redes sociais.
“Em frente ao computador, acredito que as pessoas dizem muito mais a verdade do que mentem. Ainda que a gente coloque nosso melhor no perfil virtual, também é algo que fazemos na vida real, quando saímos para paquerar ou enviamos um currículo”, afirmou ao “El País” Marcos González, um dos pesquisadores do estudo de Harvard.
Ainda de acordo com ele, essa análise com 1.640 estudantes (1.446 com perfis públicos no Facebook, 152 com perfis privados e 42 sem perfis) indica que a raça pode ser um fator importante na hora de se relacionar socialmente no ambiente virtual.

Os negros têm mais contato com os negros, os orientais com os orientais e os brancos com brancos — de acordo com o estudo, este último grupo é o que tem contatos racialmente menos diversificados. Os negros, ao contrário, tendem a se relacionar mais com outras raças. Um trecho do estudo ao qual o G1 teve acesso indica que, dos 1.640 voluntários analisados (97,4% com perfis no Facebook), havia 999 brancos, 343 asiáticos, 143 negros e 93 hispânicos, entre outros. Do total, 819 eram homens e 821, mulheres.

Outra curiosidade levantada pela primeira etapa do trabalho é o fato de as mulheres terem geralmente menos amigos virtuais que os homens. Além disso, os gostos culturais de um indivíduo pode ser determinante para a quantidade de contatos on-line que ele terá: os fãs de rock são mais populares do que os de música dodecafônica, por exemplo. “Isso sugere que o número de amigos depende da familiaridade que um usuário tem com a cultura daqueles que o rodeiam”, explicou González ao “El País”.

 

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