Começa o 2º ciclo de racionamento e brasilienses contam como têm vivido

Mal Luis Claudio Carvalho Silva começou a dar banho no filho Miguel, de 7 anos, já notou que a tarefa teria de ser concluída mais rápido do que o previsto. As primeiras gotas que caíram do chuveiro, por volta das 11h, foram o prenúncio de que faltaria água na casa do rapaz, localizada no conjunto C da QNN 23, em Ceilândia. O local foi uma das três regiões do Distrito Federal afetadas pela interrupção do fornecimento de água pela Caesb, neste domingo (22/01).
Começou hoje o segundo ciclo de racionamento de água em áreas específicas do DF, atingindo as regiões que tiveram interrupção no abastecimento de água na primeira semana do racionamento. Além de Ceilândia, o corte de 24 horas no fornecimento de água atingiu as cidades de Recanto das Emas e Riacho Fundo II.
Na casa de Luiz Claudio, a água para consumo já estava garantida desde cedo. Precavido, como a residência não tem caixa d’água, o vigilante armazenou o suficiente para o preparo da alimentação. No lote do vigilante, os materiais de construção e diversas latas de água foram separadas exclusivamente para a utilização nos trabalhos de uma obra. “Na semana passada faltou água na segunda-feira. Hoje, eles anunciaram que faltaria de novo aqui em Ceilândia Oeste e eu tratei de encher pelo menos o garrafão. Tinha água cedo, mas agora a água começou a sair bem pouquinha”, explicou Luiz Claudio.
O Salão JX é um dos poucos estabelecimentos comerciais do ramo de beleza abertos aos domingo nesta parte de Ceilândia. Há mais de 10 anos, o proprietário, Jocinei Xavier, cumpre a mesma rotina aos domingos, das 8h às 13h. O racionamento de água que está sendo realizado pela Caesb não afetou a rotina de trabalho do rapaz, porque o salão tem caixa d’água. Já na casa da família, que não tem reserva, Jocinei tratou de encher alguns baldes para garantir a alimentação e higiene pessoal da família.
“Acho que as pessoas precisam ter mais consciência. Ouvi dizer que tem até empresário de Padre Bernardo desviando água. Isso é absurdo. Mas também faltou planejamento da Caesb para solucionar o problema lá no início”, declarou.
Desde que foi anunciado o racionamento pela Caesb, Marcelo Ferreira Sueira comprou um tambor de plástico de 60 litros para armazenar o produto. No primeiro ciclo de interrupção na região, segunda-feira passada, a família pouco sentiu o problema, porque estava fora de casa. Mas neste domingo, Marcelo fez o possível para economizar a água armazenada. Morador no conjunto N, da QNN 23, o pedreiro conseguiu fazer a limpeza geral do carro da família, usando somente um pequeno balde água. “Não estou lavando o carro, apenas fazendo uma maquiagem, porque não dá para gastar água assim”, sentenciou.
O racionamento de água começou no dia 16 de janeiro e atinge cerca de 65% da população do DF. A cada seis dias, 15 regiões administrativas terão o abastecimento de água interrompido durante 24 horas pela Caesb. Nesta segunda-feira, ficam sem água Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria.
Originalmente por: Correio braziliense

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