Arrecadação do Detran com multas dispara no DF

O Departamento de Trânsito do DF (Detran) viu a arrecadação disparar pela primeira vez em três anos. No ano passado, mesmo com aumento de apenas 3,5% no número de infrações cometidas pelos motoristas, a receita de mais de R$ 110 milhões representou crescimento de 13% após dois anos caindo em torno de 21%.

Em 2016, exatas 1.115.059 multas foram aplicadas pelo Detran. Quase metade delas (545.097) foi endereçada aos motoristas apressados que transitaram com velocidade superior à máxima permitida. Essa é uma infração média, gera quatro pontos na carteira e, desde novembro, custa R$ 130,16. Se considerado o valor atualizado, trafegar na velocidade acima da sinalizada na placa rendeu mais de R$ 70 milhões à autarquia.

A infração, mais comum em solo brasiliense, pode causar acidentes e mortes. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada 1% acima da velocidade máxima permitida em determinado trecho, os motoristas estão expostos a possibilidade 3% maior de acidente e até 5% maior de morte.

Entre as outras transgressões que ajudaram a elevar a receita da autarquia no ano passado, desrespeitar o sinal vermelho gerou 39.526 multas, ignorar o uso do cinto de segurança, 50.256, e estacionar em local proibido, 39.526.

Silvain Fonseca, diretor-geral do Detran, garante que os resultados são provenientes do aumento da fiscalização. “Estamos intensificando as operações para diminuir os acidentes, para que as providências sejam tomadas antes de uma tragédia acontecer. Com mais operações, há mais flagrantes”, disse.

Ano passado, a autarquia passou a permitir o pagamento parcelado das multas, o que, somado ao aumento dos valores das infrações pelo governo federal, contribuiu com a alta. “Além disso, 85% da frota foi licenciada. Quem tinha anos de débitos os pagou porque o parcelamento facilitou. Então, tivemos uma parcela maior da população, que, mesmo apertada, conseguiu arcar com os pagamentos”, afirmou o gestor.

Originalmente por: Jornal de Brasília

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