Após decisão judicial, CEB reforça equipe de emergência contra apagões

A Companhia Energética de Brasília (CEB) convocou 17 equipes extras de manutenção, após decisão da Justiça que determinou o atendimento de todos os pedidos de atendimento de falta de energia pendentes. Segundo o último balanço divulgado pela empresa no domingo (12/11), 1.276 residências e estabelecimentos comerciais estavam com problemas no fornecimento por conta da paralisação dos servidores.

De acordo com a CEB, a região-oeste, que compreende as cidades de Taguatinga, Ceilândia e Brazlândia, foi mas mais afetada pelas chuvas dos últimos dias. Os temporais deixaram 477 pontos sem energia. A região sul, que engloba as cidades do Gama, Santa Maria, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo, tiveram 270 pedidos de manutenção pela falta de luz.

O mesmo número de solicitações também foi registrado na região central, que cobre as regiões de Brasília, Lago Sul e Norte, Núcleo Bandeirante, Guará e Candangolândia. A CEB destacou que, com essa ação, foram concluídas 1.208 ordens de serviço, reduzindo de 2.424 para 1.216 o número de chamados em aberto.

Sindicato responde
Segundo o sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (STIU-DF), logo que foi notificado sobre a determinação judicial proferida neste sábado (11), pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, Pedro Luís Vicentin Foltran, a direção da entidade se prontificou a cumprir a decisão.

“Inclusive, na sexta-feira (10), o STIU-DF já tinha proposto à direção da CEB aumentar a quantidade de equipes nas ruas para reduzir o número de ocorrências devido ao forte temporal que caiu na semana passada, danificando o sistema em várias regiões do DF. Mas, estranhamente, a empresa recusou”, afirma a nota publicado sindicato em sua página na internet.

Disputa no tribunal
O Governo do Distrito Federal e a direção da CEB se posicionam contra a greve dos funcionários da empresa e anunciaram que entraram Justiça para pedir a volta de 100% das equipes até a normalização dos prejuízos acusados pelo temporal da última semana. Após esse período, o governo pede que 75% do efetivo funcione, visto que o fornecimento de energia elétrica é considerado fundamental.

No clima de oposição ao movimento grevista, o governo resolveu retirar a proposta apresentada – que propunha recomposição da inflação e aumento de R$ 150 no tíquete, totalizando R$ 1.218. Em assembleia, os funcionários rejeitaram o acordo. A negociação do acordo coletivo vai, dessa forma, para dissídio, e será decidido pela Justiça trabalhista.

Os trabalhadores da CEB pedem aumento de R$ 1,2 mil, o que, segundo o governo corresponde a uma média de 8% de aumento, índice superior à inflação registrada no país.

Fonte: Metrópoles

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