Adasa recebe poucas sugestões da sociedade para destinação da taxa extra

Poucas foram as contribuições da sociedade civil na audiência pública realizada, ontem, pela Agência Reguladora de Águas do Distrito Federal (Adasa) para reunir propostas a fim de decidir como serão gastos os recursos arrecadados com a taxa de contingência. A tarifa extra vem sendo cobrada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), desde novembro do ano passado, dos consumidores que gastam mais de 10 mil litros de água. O valor arrecadado soma mais de R$ 9,3 milhões. A agência só recebeu 10 sugestões presenciais e uma por e-mail até o fim do dia de ontem e deverá anunciar o direcionamento do recurso até 25 de março.

Segundo o superintendente de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira da Adasa, Cássio Cossenzo, todas as propostas serão levadas em consideração. “Uma equipe técnica e a direção do colegiado se reunirão para bater o martelo. Entre as propostas já analisadas, estão: campanha de conscientização para o uso da água, investimentos em novos projetos e na redução de perdas. Entretanto, ele também considerou que a própria concessionária tem o melhor conhecimento técnico para saber no que deve ser aplicado. Os cidadãos ainda podem enviar contribuições até a próxima segunda-feira pelo site da Adasa.

Na audiência pública de ontem, houve muitas críticas em meio a poucas propostas. Mais de 80 pessoas estiveram presentes, entre estudantes e professores do ensino médio da rede pública do DF, representantes da sociedade civil, assessores parlamentares e o corpo de técnicos e diretores da agência. Uma das propostas lançadas por Diogo da Matta Garcia, assessor parlamentar do distrital Joe Valle (PDT), é a destinação de 10% do total de recursos à educação ambiental. “Também consideramos primordial a implantação de estruturas de sinalização e interpretação ambiental em áreas protegidas, unidades de conservação, nascentes, matas ciliares e demais áreas necessárias à preservação de recursos hídricos”, acrescentou.

A professora de língua portuguesa Mayssara Reany de Jesus propôs que parte da verba da tarifa de contingência seja destinada ao consumo consciente da água no setor de agronegócio, assim como a investimentos para a preservação de nascentes. “Há mais de 15 anos, brota água de uma nascente em frente ao CEF 1, em Brazlândia. A Adasa, o Ibram e a Caesb nunca tomaram providência, e a população faz uso dela para a lavagem de carros”, advertiu.

A vice-presidente da Associação de Profissionais de Engenharia Ambiental do DF, Bruna Sousa, interrompeu a reunião e bradou: “É a terceira vez que a Adasa faz uma audiência pública e não temos o retorno imediato”.

Originalmente por:  Correio braziliense

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