Ações emergenciais e obras de infraestrutura avançam no Sol Nascente

A força-tarefa montada pelo governo de Brasília atua para diminuir os danos causados pelas chuvas no Sol Nascente, em Ceilândia, desde sexta-feira da semana passada (3). O comitê de crise instalado na região conta com trabalho integrado de 13 órgãos de governo, sem afetar o andamento das obras de infraestrutura.

Entre as medidas estão a desobstrução das vias e o reforço na coleta de lixo e na segurança; o monitoramento do escoamento do esgoto; o controle de energia elétrica e do abastecimento de água nas residências; e o apoio assistencial às famílias que tiveram as casas atingidas.

“Com uma semana de trabalho, percebo problemas pontuais resolvidos rapidamente. Isso ressalta a importância das obras de infraestrutura, tocadas desde 2015. Não fossem elas, os danos seriam muito maiores”, ressaltou o secretário das Cidades, Marcos Dantas.

Andamento das obras de infraestrutura no Sol Nascente

O Sol Nascente recebe, desde 2015, asfalto, redes de águas pluviais e equipamentos públicos diversos. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, a urbanização do setor habitacional vai beneficiar cerca de 95 mil moradores.

O investimento é de R$ 220,3 milhões. Setenta e cinco por cento desse dinheiro é proveniente de financiamento com a Caixa Econômica Federal, e os outros 25%, de contrapartida do governo de Brasília. O cronograma das intervenções está mantido.

Com previsão de entrega para o fim deste ano, no Trecho 1, há obras de infraestrutura que englobam:

  • Conclusão de 25,2 quilômetros de redes de drenagem (87% executada)
  • Cinco lagoas de detenção
  • Pavimentação de 304,9 mil metros quadrados de vias (78% executada)

As intervenções no Trecho 2, previstas para serem entregues no primeiro semestre de 2018, compreendem:

  • Execução de 30,3 quilômetros de redes de drenagem (70% executada)
  • Construção de três lagoas de retenção
  • Pavimentação de 493,5 mil metros quadrados de vias (40% executada)

No Trecho 3, o contrato prevê:

  • 21,3 quilômetros de redes de drenagem (12% executada)
  • 3 lagoas de retenção
  • 450,5 mil metros quadrados de pavimentação (não iniciada).

Os custos para os Trechos 1, 2 e 3 são, respectivamente, R$ 58,8 milhões, R$ 95,5 milhões e R$ 66 milhões.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra, destacou que a implementação de infraestrutura nas regiões mais carentes do DF é uma prioridade do governo de Brasília.

“Os problemas de alagamentos que tanto afligem a população e são tão comuns nesta época do ano só serão resolvidos definitivamente com a conclusão dessas obras.” A pasta está à frente das intervenções desde 2015.

O que foi feito pelo comitê de crise no Sol Nascente

A força-tarefa atua na área desde 3 de novembro e continuará os trabalhos ao longo dos próximos dias. Ela é formada por 13 órgãos:

  • Administração Regional de Ceilândia
  • Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb)
  • Corpo de Bombeiros Militar
  • Companhia Energética de Brasília (CEB)
  • Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)
  • Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab)
  • Defesa Civil
  • Polícia Militar
  • Secretaria das Cidades
  • Secretaria de Projetos Estratégicos
  • Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos
  • Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos
  • Serviço de Limpeza Urbana (SLU)

Cabe à Secretaria das Cidades coordenar os trabalhos em toda a região. O titular da pasta, Marcos Dantas, é o porta-voz do comitê. A secretária de Projetos Estratégicos, Maria de Lourdes Abadia, também acompanha o andamento, de responsabilidade de sua pasta.

Em conjunto, a Novacap, a Administração Regional de Ceilândia, o consórcio responsável pelas obras e a Secretaria de Infraestrutura colocaram rachão (camada fina de pedras) para melhorar as condições das vias de acesso às Chácaras 122,125 e 128, no Trecho 1.

No local, também foram sinalizadas as valas das obras de drenagem, para dar mais segurança à população.

No Condomínio Maranata, no Trecho 2, onde as redes de drenagem estão parcialmente concluídas, a empresa responsável pelas obras de urbanização abre bocas de lobo provisórias para que seja drenada a água da chuva que se acumulou na rua.

Pelo menos dez caminhões na Novacap fizeram o trabalho de retirada de lama, e o SLU reforçou a coleta de lixo. Segundo a Secretaria de Infraestrutura, quando as chuvas diminuírem, serão instaladas as bocas de lobo definitivas e iniciada a pavimentação do condomínio.

A Defesa Civil faz o atendimento desde o início, quando montou uma tenda para assistir as famílias atingidas. Essas pessoas estão em casas de parentes. Responsável por estabelecer as áreas de risco, o órgão ainda solicitou a derrubada de um muro na Chácara 125, o que já foi feito pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

O Corpo de Bombeiros Militar apoiou ações operacionais de emergência, como operações de resgate em alagamentos, e a Polícia Militar intensificou a vigilância na região.

Funcionários da Caesb auxiliam as intervenções e atuam na área para conscientizar a população, visto que há muitas ocorrências de direcionamento irregular de águas pluviais para as casas, o que contribui para alagamentos.

Fora da força-tarefa, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) foi acionado para sinalizar a via atrás da Feira do Produtor, onde há muitos buracos.

Atendimento a famílias afetadas pelas chuvas no Sol Nascente

Nos dois dias de chuva (1º e 2 de novembro), a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos atendeu 14 famílias que tiveram as casas danificadas.

Para sete delas, foi solicitado o benefício vulnerabilidade (até seis parcelas de R$ 400 por mês) e o excepcional — o aluguel social, de até 12 parcelas de R$ 600 mensais.

Fonte: Agência Brasília

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