Cultura mobile impulsiona streaming

Já é difícil o bastante escolher entre as inúmeras séries e filmes do Netflix, vídeos do YouTube e aplicativos de programadoras de TV. O crescimento do consumo de vídeos em dispositivos móveis está expandindo o mercado de streaming para além dos players já conhecidos, abarcando outros setores que almejam uma fatia deste mercado.

A disputa pelo tempo do espectador, independentemente da plataforma, faz com que empresas de TV paga e operadoras tenham interesse em ocupar também as telas de celular, numa oportunidade de diversificar receitas.

Victor Azevedo, professor do Ibmec e sócio da empresa CodeZone, acredita que, se outros segmentos quiserem adentrar esse mercado, precisarão amadurecer seus modelos de negócio para competir com os gigantes do vídeo.

Para ele, as fusões e aquisições de operadoras no setor da TV fechada abriram muitas portas para o streaming, mas, no mobile, a escalabilidade de serviços é acirrada pela competição com os players globais. “Imagine que cada produtora de conteúdo ou operadora de celular decida criar um Netflix ou um Youtube para chamar de seu, esse mercado ficará saturado e os usuários irão consumir aqueles que mais se adequam as suas rotinas”, acrescenta.

Para Victor, o maior desafio será migrar o público que consome os serviços atuais, o que se dará pela experimentação e pela venda casada de planos e celulares, e descontos para os clientes. Em sua avaliação, outro desafio será posto quando empresas grandes e pequenas começarem a testar ideias não exploradas no setor.

“Isso é muito comum em um mercado baseado na economia criativa, empresas com ideias interessantes surgindo a cada momento preenchendo lacunas que as grandes corporações não conseguem preencher por serem muito grandes. Isso aconteceu com o Google, com o Netflix e Facebook”, finaliza.

Isso reforça desafios já superados como o de construir narrativas curtas e que tenham uma estética adequada para o suporte digital. “Há uma preocupação muito grande em não filmar muitos planos gerais, filmar mais closes, não fazer movimentos muito bruscos com a câmera, trabalhar um tipo de mixagem de som onde os canais de diálogo e voz sejam mais privilegiados”, acrescenta Fabiano.

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